Cocktails e Bebidas Preparadas

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Cocktails e Bebidas Preparadas

Mensagem  Fernando Moreira em Qua Mar 18, 2009 11:10 am

Caros membros vou dedicar este espaço para abordar os Cocktails e Bebidas Preparadas, muitas vezes vamos a bares com esta vertente e questionamo-nos, como fazem isso? por que razão fica daquela cor? e muitas mais perguntas, pois bem, irei por cá esplicar todos esses
segredos que ao fim ao cabo nada tem de segredo, mas sim uma razão lógica de ser. Mas o que são essas bebidas "Cocktails" pois bem cá vai uma pequena história sobre os Cocktails e como nasceram.

"Só na segunda metade do séc. XVIII o cocktail apareceu na história das bebidas.

Afirma-se que apareceu na América, durante a independência, mas em circunstâncias ainda misteriosas.

Conta-se que tudo começou em 1779 quando um Irlandês de nome Flanagan abriu uma taberna em Georgetown, uma pequena cidade de Virgínia. Flanagan e a sua filha Betsy serviam aos seus clientes bebidas misturadas a que chamava de «Braser», o que significa, estimulante, revigorante. Nesse tempo Flanagan estava de muito más relações com o vizinho do lado, dono de um «batalhão» de galos de que muito se orgulhava. A velha rixa entre os dois agudizava-se de dia para dia.
O inglês, vizinho de Flanagan, queixava-se do barulho que os ilustres clientes da taberna, faziam até altas horas da manhã. Estes, por sua vez, queixavam-se de serem acordados de madrugada pelos galos do inglês, e ameaçavam que lhes iriam torcer o pescoço.

Um dia, num jantar sumptuoso servido aos seus hóspedes, Flanagan e a filha decidiram sacrificar os galos do seu vizinho. Depois da refeição foram servidas bebidas. Betsy tinha prometido uma surpresa para essa noite, e serviu os já famosos «Bracers» em copos decorados com plumas multicolores dos galos imolados. Esta surpresa de Betsy mereceu as maiores felicitações dos seus clientes que durante a noite foram reclamando mais Cocktails (caudas de galo). A partir daí o «Bracer» passou a ser pedido apenas por «Cocktail».

Claro que são diversas as versões sobre a origem do Cocktail, e todas elas pretendem ser verdadeiras.

Esta é a versão tão "verdadeira" como outra qualquer.

Mas se a lenda do aparecimento dos cocktails se perde na bruma dos tempos, estes aqui estão para encantar todos os apreciadores de bebidas."
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Re: Cocktails e Bebidas Preparadas

Mensagem  Vcosta em Qua Mar 18, 2009 12:27 pm

agrada-me a ideia dos galos...quanto mais não seja pela vingança doce...não da matança, mas sim do acordar cedo da ressaca hehehehe.
fico a torcer pela veracidade desta versão hehehehe

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Os Nossos Campeões do Mundo

Mensagem  Fernando Moreira em Qua Mar 18, 2009 2:55 pm

Portugal e em especial a Madeira têm grandes tradições nestes palcos Mundiais que são os campeonatos do Mundo de Cocktails a Madeira já o arrecadou por quatro vezes desde de 1982 que salvo erro foi a primeira vez que lá chegamos, pelas mãos talentosas dos nossos grandes "Mestres Barmen"-ANTONIO DE JESUS.Este levou um Cocktail chamado ALELUIA.MAGIC STAR foi o nosso seguinte campeão estavamos em 1987 este galhardão foi ganho pelo nosso querido e talentoso Barmen Anacleto Abreu.Corria os anos 90 e de novo um Madeirense conquista esse mesmo titulo com um cocktail de nome Raquel que por irónia do destino era o nome da sua filha de pouca idade na altura; esse Barmen era JOSÉ MANUEL JARDIM. 1998 foi o ano mais recente em que saboreamos este prémio pela última vez essa façanha foi levada a cabo por um grande amigo e nosso membro deste fórum Ricardo Severim levou e venceu com um Cocktail chamado BlUE TEMPETATION, este último responsável pelos Bares do Tivoli,continua a desenpenhar um papel activo na preparação dos nossos futuros campeões mundiais, caso mais recente de Rui Gonçalves que arrecadou o sétimo lugar posição que Portugal já não ficava a muitos anos, é de destacar a sua tenrra idade, o cocktail chama-se Beatriz o mesmo nome da sua filha. O último campeâo Nacional saiu desta fornalha que é o Tivoli mais um talento que ainda iremos ouvir e ver nos maiores palcos do Mundo que é o Rodolfo Faria mais um pupilo do nosso campeâo Ricardo Severim.

Outros Prémios ganhos por Barmens Portugueses

1º Lugar a nível nacional em 1973 na modalidade de Short- Doce
­ 2º Lugar por equipas no Mundial de Cocktails em 1973 realizado em Los Angeles
­ 1º Lugar a nível nacional em 1976 na modalidade de Short-Doce
­ 1º Lugar a nível nacional em 1979 na modalidade de Short-Seco e Long Drink
­ 1º Lugar “Campeão do Mundo” em 1979 No Mundial de Cocktails realizado na ex-Jugoslávia
­ 1º Lugar no II Festival Nacional de Cocktails realizado em 1981
­ Vice Campeão do Mundo de Cocktails em 1982 no Mundial organizado no Algarve, Portugal
­ 1º Lugar a nível nacional em 1984 na modalidade de Short-Seco
­ 1º Lugar por equipas “Campeão do Mundo” no Mundial de 1987, realizado em Roma, Itália
­ 1º Lugar no Concurso nacional de Cocktails Barmaid’s em 1990
­ Vice Campeão Europeu em 1990 na modalidade Long Drink para Barmaid’s em Estugarda, Alemanha
­ 3º Lugar no Mundial de Cocktails em 1993 realizado em Viena, Áustria
­ 1º Lugar a nível nacional em 1996 na modalidade de Short-Doce
­ 3º Lugar no Mundial em 1996 realizado em Tóquio, Japão
­ 1º Lugar no Concurso Nacional de Cocktails em 2000
­ 1º Lugar na modalidade Long Drink em 2002 no Concurso Algarve/Andaluzia
­ 1º Lugar a nível nacional em 2002 na modalidade Long Drink
­ Em 1985 Campeão Nacional no Grande Prémio Martini em Cocktails
­ 1º Lugar no Mundial do Grande Prémio Martini “Júnior” em 1986 na cidade Torino, Itália.
­ 1º Lugar no Campeonato Nacional de Flair – 2004, em Montechoro – Albufeira
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Re: Cocktails e Bebidas Preparadas

Mensagem  Fernando Moreira em Ter Mar 24, 2009 11:36 am

Cocktails e sua Classificação

Em função do grau etílico de seus componentes os cocktails foram classificados como: estimulantes de apetite, digestivos, refrescantes, nutritivos e estimulantes físicos.


  • Estimulantes de apetite são cocktails com sabor seco, amargo ou ácido devendo ser servidos antes das refeições. Normalmente são preparados com bebidas destiladas, “bits”, sumo de frutas ácidas, vermutes, e pequenas quantidades de açucar.


  • Digestivos são cocktails preparados com componentes que ajudam na digestão dos alimentos. Entram em sua composição destilados, açúcar, licores, cremes, etc.


  • Refrescantes cocktails preparados normalmente com destilados, sumos de frutas, licores, refrigerantes, águas gaseificadas e muito gelo. São ideais para dias muito quentes de verão, seja na praia, na piscina ou mesmo curtindo acompanhando petiscos.


  • Nutritivos são cocktails em que usamos em sua composição ingredientes com alto teor calórico tais como: ovos, cremes, açúcar, mel, leite, chocolate, xaropes, vinhos fortificantes, etc.


  • Estimulantes físicos são cocktails preparados com ingredientes que tem por finalidade aquecer o corpo. São compostos por destilados, chás, café, chocolate, mel, leite quente, canela, noz-moscada, cravo-da-índia, recomendados para dias frios.
Preparação de um Cocktail

- Nunca misture dois destilados, o sabor pode até agradar, mas um poderá anular o outro.

- Nunca use espumante, águas gaseificadas ou refrigerantes no Shaker. Misture sempre depois.

- Nunca misture numa composição mais de cinco bebidas.

- Sumos de laranja e limão devem ser sempre frescos.

- Somente use produtos de qualidade em suas misturas. “Cocktails” são bebidas de aroma e sabor muito delicados.

- Decorações devem ser complementos. Mais importantes são o aroma e o sabor.

- Em cocktails servidos somente gelados, os copos devem ser gelados previamente.

- Todos os cocktails devem ser servidos imediatamente depois de preparados.

- Quando o número de convidados for grande, prepare antecipadamente rodelas e cascas de limões para decoração.

- Tenha sempre à mão, amendoins salgados, castanhas, batatas chips e pipocas para acompanhar suas bebidas.

- Mulheres normalmente preferem bebidas suaves, os homens preferem mais encorpadas, mas há exceções à regra.

- O gelo utilizado na preparação deverá ser feito com água mineral ou comprado fora. Nunca use água da torneira para fazê-lo, o cloro poderá comprometer o sabor da sua bebida.

- Para caipirinhas e certos tipos de cocktails usar gelo quebrado.

- Tenha sempre à mão club soda, água com gás, e refrigerantes para as suas misturas.

- Destilados e licores depois de abertos devem ficar bem fechados e em pé. Os licores cremosos devem ser mantidos no frigorifíco , bem como alguns destilados e vinhos brancos aperitivos, após abertos.

- Finalmente o mais importante: sirva bebidas certas, nos momentos certos. Aperitivos antes, digestivos após e os long drinks jamais durante refeições.

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Licores

Mensagem  Fernando Moreira em Ter Abr 07, 2009 5:32 pm

Caros membros vou aqui abordar algumas noções basicas de algumas bebidas do grupos dos licores que teremos de ter em conta na preparação dos nossos "Cocktails", é importante conhecermos as bebidas que misturamos afim de não ocorermos no erro de misturar bebidas das mesma composição que sobrecaregaram os sabores e aromas dos nosso preparados.

Licores


Licores e Cordiais: Pensa-se, erradamente, que existe uma grande diferença entre um licor e um cordial.
De facto, ambas as palavras querem dizer a mesma coisa: bebida açucarada, alcoólica, feita de espíritos redestilados ou misturados, a que se adicionam aromatizantes e corantes.

Licor é a palavra mais usada na Europa.
Na América preferem a palavra cordial.
Em Inglaterra, por exemplo, a palavra cordial é usada para descrever bebidas não alcoólicas, mas aromáticas e doces, como o Lime Juice Roses, que trás no rótulo a palavra cordial.
Dizem-nos alguns estudos sobre esta matéria que a palavra cordial se começou a aplicar nas bebidas doces porque eram consumidas em ambiente cordial e amigável.

Vamos deixar para trás, deliberadamente, a palavra cordial e apenas usaremos o termo licor.
Como já foi dito os licores são obtidos a partir de um espírito (álcool, aguardente vínica ou outro), aromatizantes e açucarados, ervas, frutos, raízes, especiarias e flores. Esta definição parece dizer tudo mas, no entanto, é quase nada, tal é a imensidão deste tema.

O aparecimento dos licores remonta de tempos imemoriais. Consta que já nas tumbas, do velho Egipto, foram encontradas receitas de licores que eram usados como digestivos e como produtos medicinais, especialmente nos problemas do estômago.

Os monges e alquimistas faziam destilações, em atmosfera de magia, tentando descobrir um elixir que lhes desse a eternidade.
Consta que este sistema contribuiu para o aparecimento de muitos licores que são hoje famosos, especialmente alguns feitos à base de ervas.

Na época medieval, os famosos cozinheiros de então usavam os licores como aromatizantes, para disfarçar o aroma das carnes em más condições, assim como de alguns vegetais. Devido à sua doçura eram muito usados em bolos de creme e sobremesas.

No século XV, os italianos apareceram a liderar o «mundo» dos licores, particularmente famosos entre as senhoras e usados para os mais variados fins.
Eram tomados pelas mulheres quando estavam prestes a dar a luz; as ervas usadas serviam como medicina e o álcool como primeira anestesia.
As raparigas da época quando estavam interessadas em cativar o apaixonado ofereciam-lhe um especial licor afrodisíaco.

O licor nos tempos modernos

A imagem de fabrico e consumo dos licores começou a mudar bastante a partir de 1920. Em 1930 houve grandes mudanças graças à acção das relações-públicas dos importadores e fabricantes.
O creme de menthe frappé foi promovido a bebida da moda, em 1960.
Em 1970 a casa GALLIANO popularizou o famoso Harvey Walbenguer. E foram atitudes deste género aliadas à acção dos barmen que criaram nas pessoas uma nova maneira de consumir licores, marcando assim uma época.

De que são feitos os licores

Entram no fabrico dos licores, como aromatizantes, os seguintes produtos: plantas (manjericão, hissopo, hortelã, erva-cidreira, alecrim), flores (camomila, alfazema, alecrim, rosa, laranjeira, etc.), frutos (banana, maracujá, morango, laranja, tangerina, medronho, cereja, groselha, melão, tâmara, pêra, kiwi, pêssego, apricot, amêndoa, etc.), cascas de árvore (quina, canela, sândalo), raízes (angélica, aipo, genciana, cenoura), sementes (anis, damasco, café, cacau, zimbro, pimenta, nozes, baunilha, etc.), açúcar (açúcar de cana, beterraba, mel e sumo de uvas concentrado).

Classificação: os licores classificam-se segundo a variedade de produtos com que são fabricados:
a) Licores à base de plantas
b) Licores à base de frutos
c) Licores à base de essências
d) Licores à base de natas (este grupo de licores é recente, assim como o aparecimento dos
dos Cream Liqueurs: Bailey's, Carolan's, Emmets, Royal Tara, etc.).

Quanto ao método de fabrico agrupamos os licores do seguinte modo:
a) Por destilação (licores à base de plantas)
b) Por infusão/maceração (licores à base de frutos)
c) Por extractos ou essências
d) Por adição de natas (cream liqueurs)
Os métodos de fabrico podem ser a frio ou a quente.

Destilação

Pode ser usada a destilação por álcool ou por água.

Destilação por álcool: É um processo, normalmente, executado num pequeno alambique de cobre. O agente aromático é embebido em álcool por algumas horas e colocado no alambique, onde lhe é adicionado álcool.
Desta destilação apenas uma parte do licor destilado é aproveitada, voltando o resto a ser redestilado em nova «Jornada».

Destilação por água: Este método é usado para ervas e flores muito delicadas. São embebidas em água e só depois se procede à sua destilação suave, em alambique. Este procedimento permite preservar os aromas. A esta água destilada e aromática junta-se álcool puro (espirituoso).
Por este processo são feitos alguns dos mais famosos licores existentes no mercado.

Infusão/Maceração

O processo de infusão pode ser feito a frio ou a quente. Quando é feito a frio as frutas são esmagadas e colocadas num recipiente de água fria por um período de tempo que pode ir até um ano. Após este período o líquido é filtrado e adicionado a álcool neutro.

As fases deste processo de fabrico:
a) Homogeneização
b) Repouso (em recipiente de vidro por algumas semanas)
c) Refrigeração
d) Filtragem (através de carvão ou outros sistemas)
e) Engarrafamento.

Extractos ou Essências

É o método mais usado no fabrico dos licores por ser mais económico e prático. Talvez, por isso, a qualidade destes licores seja inferior a de outros obtidos por processos diferentes.
Nos licores fabricados por este processo entram os seguintes elementos: água, álcool, açúcar, essências, corante.

Adição de Natas

Este tipo de licor apareceu recentemente. Embora o creme (natas) já fosse usado em imensas composições de bar, só a partir do ano de 1975 a firma irlandesa R.A. Bailey aperfeiçoou a técnica de combinar um espírito com as natas sem que estas azedassem. Como resultado desta experiência apareceu o famoso Bailey Irish Cream.
Este tipo de licor considerado tecnicamente como «Cream Liqueurs» não deve ser confundido com os «créme liqueurs».

Os créme liqueurs não incluem natas na sua composição. Exemplos: creme de banana, creme de menthe.

Os «cream liqueurs» são de mais baixo teor alcoólico que os outros licores.
Ex.: o Bailey e o Emmets, 17%.

A Lei Portuguesa sobre licores

A lei portuguesa obriga a que os licores obedeçam aos seguintes requisitos, segundo o art. 4.º do Dec. Lei n.º 257/87 de 25 de Junho:
1 ) Teor alcoólico em volume, a 20ºC:
a ) Nos licores com leite, natas ou ovos - mínimo 15%.
b ) Nos outros licores - mínimo 20%.
2 ) Açúcares totais:
a ) Nos licores creme (natas/ovos) - mínimo 420 gr/l.
b ) Outros licores - mínimo 105 gr/l.

Como se servem licores

A maneira mais simples de servir as deliciosas bebidas que são os licores é a mais usual, numa tulipa própria (cálice a licor), após as refeições e como digestivo.

Coffee Drinks: são usados vários licores para confeccionar os chamados «coffee drinks», bebidas que em Portugal poderemos chamar, talvez, «cafés especíais».
Alguns exemplos dos licores utilizados nestas bebidas: Tia Maria, Kahlua, Strega, Benedictine, etc.

Frappés: frappé é uma forma de servir alguns tipos de licores (especialmente nas tardes soalheiras de verão), em copo tipo old fashioned ou taça dupla a cocktail, com gelo moído e palhinhas, são o «ingrediente» ideal para servir licores frappé.

On-the-Rock's: é já muito frequente beberem-se licores com gelo, aconselhável: 2 a 3 pedras de gelo.

Como são feitos os licores

Alguns exemplos sobre a composição de alguns licores, especialmente a sua base.
É bastante difícil saber a composição de certos licores devido ao cuidado que existe em manter a sua fórmula em rigoroso segredo.

Advoocat: Licor de origem holandesa, mas também fabricado em diversos países. A sua graduação alcoólica é de 17º. Em Portugal este licor tem uma graduação alcoólica de 20º. O líder no mercado do Advoocat é o Warninks, gastando-se no seu fabrico 60 milhões de ovos por ano. Entre nós o mais conhecido é o Bols.

Amaretto: É um licor italiano de uma certa categoria especial. O seu aroma é facilmente identificável com amêndoas, no entanto, apenas entram no seu fabrico 10% de amêndoas amargas e 90% de caroços de damasco. Segundo a história deste licor, a receita do Amaretto foi inventada por uma jovem viúva para oferta ao pintor para quem posou, Benardino Luini, e por quem se apaixonou.

Amarguinha: Licor nacional, à base de amêndoa amarga. É a nova versão da amêndoa amarga. É um licor de origem algarvia. Graduação: 20º.

American Cream: É um licor da família dos "cream liqueurs", no mesmo sistema e proporções do Bailey's, mas tendo como diferença o facto de ser feito com Bourbon. É fabricado pela firma Heublein.

Afrikoko: Este licor foi lançado recentemente no mercado europeu.
É originário da Serra Leoa e é feito à base de coco e chocolate.

Almendrado: Licor mexicano produzido pela firma produtora da Tequila José Cuervo. É à base de amêndoas.

Anis del Mono: É um licor de anis espanhol, fabricado na zona de Barcelona. Apresenta-se nos tipos doce e seco. Este licor foi bastante popular em Portugal há alguns anos atrás.

Anis Dómuz: É um licor de anis fabricado em Campo Maior, pela firma Azinhais Nabeiro. Apresenta-se nos tipos doce, seco e mel damas.
O Mel Damas, tal como o nome indica, tem como base o mel, é muito doce e de cor castanho-claro.

Anissete: O licor Anissete é produzido por imensas firmas que se dedicam ao fabrico de licores. No entanto, cremos que o original é fabricado pela Marie Brizard. Fabrica-se em França, mais exactamente em Bordéus, desde o século XVIII.

Apricot brandy ou apricot: A maioria das firmas fabricantes de licores têm um Apricot Licor na sua gama que costuma aparecer com a designação "Apricot Brandy" ou simplesmente "Apricot". Este licor é feito à base de damascos macerados e aguardentes vínicas, sendo-lhe adicionado caramelo e açúcar. Inicialmente a designação "Apricot Brandy" referia-se a uma aguardente mas, actualmente, esta designação é considerada e comercializada como um licor. Grad. alc. 20º.

Ashanti Gold: É um licor dinamarquês produzido pela firma Peter Heering Company. Apresenta-se com a cor castanho-escuro. Esta cor advém-lhe da sua base, o chocolate.

Atholl Rose: É um licor de origem escocesa feito a partir de whisky de malte, aveia, mel e natas.

Alota coffee: Este licor é bastante popular na Escócia. É uma versão dos Coffee Liqueurs (licor à base de café) e apresenta-se com 50º Proof (29º GL).

Aurum: É um licor feito na Itália, à base de aguardente envelhecida, algumas ervas e aromatizado com casca de tangerina. A sua graduação alcoólica é de 70º Proof (40º).

Batia: É um licor brasileiro feito à base de cereais, café e de paladar amargo-doce.

Bailey's Irish Cream: Licor irlandês feito em Dublin. No seu fabrico entram o Irish Whiskey, álcool neutro, chocolate e natas. A sua graduyação alcoólica é de 30º Proof (17º GL). Este licor foi dos primeiros a ser comercializado a nível dos cream liqueurs (licores à base de natas).

Beirão: É um licor potuguês fabricado na Lousã pela firma J. Carranca Redondo, a partir da maceração e destilação de 13 plantas aromáticas. A cor é obtida com a junção de caramelo.

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Licores-Continuação

Mensagem  Fernando Moreira em Ter Abr 07, 2009 5:34 pm

Benedictine D.O.M.-Deo Optimo Máximo: Quer dizer muito bom, o melhor dos bons, o melhor dos grandes.
É um licor de grande qualidade e talvez um dos mais antigos do mundo.
Começou a ser produzido em 1510, na abadia de FECAMP, em França.
A origem deste licor deve-se aos monges dessa abadia que durante anos guardaram sigilosamente a sua receita.
Actualmente este licor é fabricado por uma firma particular (nada tendo em comum com o licor fabricado pelos monges) que se situa na zona da Normandia.
Sabe-se que este fabricante continua a guardar grande segredo sobre o Benedictine e também que em homenagem aos monges que inventaram a receita construiu a fábrica Benedictine, em réplica à abadia de Fecamp.
Devido ao sigilo que envolve este licor apenas se sabe que no seu fabrico entram várias dezenas de plantas, sendo usado o processo de maceração e destilação.
A sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Ben Shalom: É um licor israelita feito a partir das famosas laranjas doces de Jaffa.

Blackberry: É um licor de origem inglesa mas com várias versões, especialmente na Polónia e Alemanha. Fabrica-se a partir de amoras. A sua graduação alcoólica é de 52º Proof (30º GL).

Brandymel: É um licor algarvio fabricado na zona de Portimão pela firma Cristinalda. Na origem do seu fabrico estão o medronho e o mel e não o Brandy, como erradamente se pensa devido ao nome. Apresenta-se numa cor âmbar e sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Bronte: É um licor inglês produzido a partir de aguardente vínica, ervas e mel. Este licor originário de Yorkshire tem 34,5º como graduação alcoólica.

Cacau Mit Nuss: É um licor alemão fabricado com chocolate e avelãs, pricipalmente com aromatizantes. A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Carlsberg: É um licor amargo fabricado a partir de ervas seleccionadas e águas termais, produzido na Alemanha e ex-Checoslóvaquia.

Carolans Irish Cream: É um licor irlandês e faz parte do grupo dos Cream Liqueurs. Fabrica-se com whisky irlandês, natas e mel. A sua graduação alcoólica é de 17º.

Caraway (Kummel): Designação que os americanos dão ao Kummel. (Ver Kummel).

Cassis, creme de: Produzido desde o século XVI pelos monges de Dijon, em França. Inicialmente era considerado um remédio para várias doenças por ser muito rico em vitamina C.
É fabricado a partir de aguardente vínica e groselhas pretas. A sua graduação alcoólica varia entre os 17º e os 20º. Com ele se faz o famoso Kir Royale.

Cayo Verde: É um licor americano produzido a partir de limas (o chamado limão da Índia) e álcool neutro.

Cerasella: Licor italiano considerado um dos melhores licores de Itália. É feito à base de cerejas. Às cerejas juntam-se também algumas ervas que lhe dão um gosto rico e único.

Chautré: É um licor alemão, de cor castanha-clara e produzido a partir de Brandy e natas. Tem um acentuado sabor a Brandy.

Charleston Follies: É um licor francês à base de frutas diversas: papaia, manga, maracujá, pêssego, ananás. É de fraco teor alcoólico, 23º. Particularidade: a sua garrafa é em formato de shaker.

Chartreuse: É um licor francês de renome mundial feito à base de ervas e no seu fabrico entram 130 variedades.
Foi no ano de 1605 que um capitão às ordens do rei francês Henrique IV deu a receita deste licor aos monges da ordem de Cartucha, que por sua vez o começaram a produzir, segundo tudo indica, desde o ano de 1607 até 1901.
Nessa altura foram expulsos de França e montaram uma destilaria em Terragona, em Espanha.
Este licor foi inicialmente considerado como um "elixir para assegurar longa vida" e mais tarde apareceu então nos seguintes tipos:
Chartreuse Verde: O mais forte dos dois tipos conhecidos: 55,5º GL.
Chartreuse Amarelo: A este tipo é adicionada uma pequena quantidade de mel, que lhe dá um gosto diferente. A graduação alcoólica é de 43º GL.
Chartreuse Elixer Vegetal: Existe ainda este terceiro tipo de chartreuse que tem cerca de 80º GL. Vende-se em doses individuais e é considerado como um produto farmacêutico, especialmente recomendado para curar constipações comuns.

Cherry Brandy: Existem inúmeras versões deste licor em vários países.
É feito pela maceração de cerejas em álcool neutro ou aguardente e nalguns casos são-lhe adicionadas plantas para aromatizar.
Na classe dos Cherry Brandys incluímos também outros licores bem conhecidos, tais como: Cherry Marnier, Peter Herring (Cherry Herring), Cherry Karise, Cherry Rocher, Cherry Grants Morella (produzido com cerejas tipo morella), Cherry Bom (produzido em Portugal por J. Maria da Fonseca) e a famosa ginga de Alcobaça.
Os Cherry Brandys são produzidos com todos os tipos de cerejas mas é evidente que o seu sabor está em harmonia com o tipo de cerejas usado.
O Cherrry Brandy está para os ingleses equiparado ao Sloe Gin.
Usa-se muito em ocasiões especiais, como, por exemplo, as famosas batidas às raposas, onde é oferecido a cada participante o Cherry Brandy como um "mata-bicho", antes de iniciar a caçada.
A graduação alcoólica varia entre 23º e 25º GL.

Cherry Suisse: É um licor suíço também produzido a partir de cerejas e chocolate. É uma produção do grupo Seagram's e apresenta-se numa linda garrafa de porcelana. A mesma firma produz um outro licor, chocolate-Suisse, que tem pequenos pedaços de chocolate a flutuar.

Chesky: Licor francês da família dos Cherry-Liqueur, tendo como aguardente base o whisky.

Chococo: Licor à base de chocolate e coco.

Chocalu: Licor mexicano feito à base de cacau. Tem uma particularidade interessante: se no rótulo desta garrafa figurar a palavra "chouao" quer dizer que os grãos de cacau são de origem venezuelana e não mexicana.

Citronen-eis: É um licor de origem alemã produzido a partir de sumo de limão e casca. A palavra Eis (gelo em alemão) significa que o licor deve ser servido com gelo.

Cointreau: É um licor francês dos mais famosos do mundo, cujo aparecimento se deu no século XIX pela mão dos dois irmãos Cointreau.
Hoje ainda é a família Cointreau quem domina a firma com o mesmo nome, com sede em Anvers, França.
A sua produção faz-se a partir de cascas de laranjas amargas das "West Indies" e de cascas de laranjas doces espanholas.
Para melhor apuramento de qualidade o Cointreau é de dupla destilação.
A sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Cordial Campari: É um licor italiano obtido a partir da destilação de framboesas e que se apresenta incolor.

Cocoribe: Licor obtido a partir de coco e rum da Jamaica.

Creme de Banana: É um licor muito conhecido e vários países têm a sua versão "creme de banana". Os franceses foram talvez os primeiros a produzi-lo e, durante muitos anos, a partir de bananas das Caraíbas. É produzido através da maceração das bananas e pura aguardente neutra.

Creme de Cacau: Também este licor é fabricado pela a maioria das firmas produtoras de licores. Apresenta normalmente uma cor castanho-escuro, ou incolor quando é utlizada a baunilha. Como o nome indica é produzido a partir de cacau. A sua graduação alcoólica varia de 27º a 30º.

Creme de Fraises: É um licor francês produzido à base de morangos.
A graduação alcoólica é de 30º GL.

Creme de Mandarine: É um licor feito à base de tangerinas e, também a exemplo de outros licores, é fabricado por diversas firmas produtoras de licores, com maior incidência na Holanda, França e Dinamarca.

Creme de Menthe: (Pippermint). É um licor de origem francesa, embora também se fabrique em diversos países. Obtém-se a partir de álcool de cereais e de hortelã. Normalmente apresenta-se em duas cores: verde e branco. A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Creme de Mokka: É um licor francês produzido à base de café (tipo Mocca) e também de algumas ervas seleccionadas. Apresenta-se com cor castanha-escura..

Creme de Noyau: Este licor é produzido por várias firmas produtoras de licores, no entanto, o mais conhecido é o francês. É feito a partir de caroços de pêssego e damasco. Apresenta-se, variavelmente, com cor rosada. A sua graduação alcoólica é de 31,5º GL.

Creme de Noix: Licor francês produzido a partir de nozes verdes do sueste francês. Em alguns casos, este licor é misturado com outro obtido a partir de ameixas secas.

Creme de Baunilha: É um licor francês bastante aromático e suave, feito a partir de baunilha.

Creole: Licor de coco e rum produzido pela Bols, 24º vol.

Cuarenta-y-Tres: Licor espanhol produzido na zona de Cartagena há centenas de anos.
A sua cor é amarelo-dourado.
Deve o seu nome à quantidade de ervas que entram na sua composição, precisamente quarenta e três.
A sua graduação alcoólica é de 31,5º GL.

Curaçau: É um licor de origem holandesa bastante conhecido e muito usado, especialmente na confecção de cocktails.
É produzido a partir de cascas de laranja azedas, das ilhas Curaçau.
Curaçau é o termo que se aplica a quase todos os licores feitos à base de infusão de cascas de laranja.
Quando há uma terceira destilação chama-se tríple-sec. No entanto, alguns fabricantes deste licor já não insistem na designação tríple-sec no rótulo, porque em alguns países o tríple-sec aparece numa versão muito doce, o que contraria em absoluto um Curaçau.
O licor Curaçau apresenta-se para além de incolor, verde, vermelho, azul e castanho-claro.

Drambuie: É um licor escocês feito à base de Whisky velho/Blended, açúcar e mel aquecido e aromatizado com ervas.
Produz-se na famosa ilha de Skye, desde 1745, embora a sua comercialização, em termos industriais, apenas se tivesse começado a efectuar a partir de 1906.
Julga-se também que grande parte da sua produção é feita numa destilaria própria de Edimburg.
Apresenta-se em cor dourada e a sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Dopio Cedro: É um licor italiano com sabor a limão e produzido pela casa Galliano.

Elixir D'Anvers: É um licor belga criado em 1863, feito à base de ervas e sementes. Tem um sabor amargo-doce e apresenta-se em cor amarelo-dourado. A sua graduação alcoólica é de 34,5º GL.

Elixir da China: É um licor italiano produzido à base de anis e quinino. É bastante doce e apresenta-se incolor.

Ensian Calisay: É um licor espanhol produzido na região da Catalunha. Obtém-se a partir de uma complexa mistura de ervas e quinino e é envelhecido em cascos de Canadian Whisky.
Normalmente designa-se apenas por Calisay. A sua graduação alcoólica é de 32º GL.

Enzian Liqueur: É um licor da Bavaria. Produz-se a partir de plantas de Genciana dos Alpes.
É considerado um licor estomacal, sendo usado frequentemente para cura de dores abdominais.
Este licor produz-se também na Suíça sob a mesma designação e em França com o nome de Suze.

Escarchado/Anis: É um licor feito à base de anis e apresentado numa garrafa que contém um ramo de anis no interior.
Este licor é muito doce e o açúcar cristalizado aparece no ramo do anis dando-lhe aspecto de uma árvore de cristal.

Filtar: É um licor produzido na ilha de Chipre.
Pertence ao tipo curaçau e apresenta-se normalmente numa linda garrafa de pedra, tipo jarro.

Fior D'Alpi: Licor produzido nos Alpes italianos a partir de ervas e plantas provenientes dos Alpes.
É apresentado numa garrafa alta contendo no seu interior um ramo onde o açúcar se cristaliza, assemelhando-se a um ramo de uma árvore de Natal.

Forbiden Fruit: É um licor americano produzido à base de Whisky, a que são adicionados extractos de toranja, casca de laranja e mel.
Este é um dos mais famosos licores na América e a sua graduação alcoólica é de 32º GL.

Fraises des Bois: Licor francês produzido a partir de morangos selvagens, bastante doce. A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Framboise Sauvage: Licor francês produzido a partir de framboesas selvagens. Apresenta-se numa cor pink (rosada). A sua graduação alcoólica é de 30º GL.

Framboise, Creme de: Licor francês produzido a partir de framboesas. A sua graduação alcoólica é de 30º GL. (Não confundir este licor com a existência da aguardente Framboise).

Frangelico: Licor italiano produzido à base de avelãs. Grad. Alc. 24º.
Particularidades: apresenta-se em garrafa imitando um frade.

Freesomint: É um licor francês que pertence à classe dos "Creme de Menthe". Apresenta-se com cor verde e, como o nome indica, produz-se a partir de hortelã-pimenta. A sua graduação alcoólica é de 27º GL.

Galliano: É um licor italiano obtido a partir de plantas dos Alpes.
Pertence ao grupo dos licores de fórmula secreta, pois apenas se sabe que entram na sua composição mais de trinta plantas diferentes, raízes, bagas e pétalas de flores para aromatizar.
O nome deste licor foi-lhe dado no ano de 1896, em homenagem a um oficial italiano, Major Galliano, que esteve sitiado num forte durante 44 dias. A sua graduação alcoólica é de 35º GL.

Gaetano, creme liqueur: É um licor americano produzido pela destilaria Jim Beam, obtido a partir de Whiskey e natas.

Galweiss: É um licor irlandês obtido a partir de Whiskey irlandês, plantas, mel e café.

Glayva: É um licor escocês produzido a partir de Whisky, aromatizado com plantas e também com mel aquecido. Este licor começou a ser produzido mais a sério no ano de 1947. A sua graduação alcoólica é de 35º GL.

Glen Mist: É um licor irlandês produzido a partir de Whiskey irlandês, mel, plantas e especiarias. O seu paladar é mais seco do que os licores similares produzidos na Escócia, o que lhe dá uma característica especial. É colocado em cascos para "amaciar" durante alguns meses antes de ser comercializado.

Goldwasser: É um licor alemão produzido em Danzing desde 1599.
O nome da cidade onde foi produzido serve para o identificar, por isso se pode ler nos rótulos "Danzing Gold Wasser". Actualmente produz-se em Berlim. Obtém-se a partir de anis e alcaravia (caraway). Apresenta-se incolor e com pequenas partículas douradas que flutuam na garrafa.
A sua graduação alcoólica é de 40º GL.

Grand Marnier: É um licor francês conhecido mundialmente e obtido a partir de laranjas amargas do Haiti, de Cognac e de aguardente vínica.
A sua produção começou no ano de 1880 pela família de Louis Alexandre Marnier-Lapostolle, que conseguiu uma boa combinação de laranjas do Haiti e Cognac.
Hoje, o Grand Marnier, embora se fabrique com outro tipo de laranja e segundo métodos mais avançados, continua a ter um nome respeitado em todo o mundo.

Apresenta-se em duas versões:
Cordon Rouge: obtido a partir de Cognac, apresenta-se numa cor laranja-escura e é colocado em cascos pelo menos dezoito meses antes da sua comercialização. Graduação alcoólica: 38,5º GL.
Cordon Jaune: incolor, obtido de aguardente vínica, muito semelhante a um tríple-sec. O Grand Marnier pertence à família dos Curaçau, mas com uma grande diferença dos mesmos.

Grand Marnier Creme: É um produto da família dos Cream Liqueurs, à base de Cognac e natas. Grad. alc. 17º.
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Rum e sua História

Mensagem  Fernando Moreira em Qua Abr 22, 2009 12:40 am

Hoje quero abordar uma das bebidas mais utilizadas em cocktails em especial nos tempos de verão. Ora então vejamos o que é o Rum e a sua história:
A cana-de-açúcar começou a ser cultivada nas Caraíbas, em 1433, no tempo de Cristóvão Colombo.
Era transportada pelas esquadras de Colombo a partir das Ilhas Canárias.
Nos princípios do século XVI surgiu o primeiro rum destilado a partir da cana-de-açúcar.
Existem várias histórias e lendas sobre o rum que envolvem os piratas da época.
Alguns "experts" na matéria defendem que a palavra rum deriva de Rumbullion ou Rumbustion. Expressões usadas, na gíria, pelos ingleses para descrever os excessos provocados pelos bêbados.
Outros afirmam que a palavra rum tem origem latina, saccharum (açúcar).
No século XVII, o rum era já muito conhecido, sendo considerado como uma bebida medicinal que curava todas as doenças e expulsava os "demónios" do corpo.
Em 1775 o rum era a bebida mais vendida na América, o consumo anual per capita era de aproximadamente 18 litros.
George Washington, na sua campanha eleitoral, distribuía grátis rum por todos aqueles que o ouviam.
Actualmente o rum é produzido em muitos países: Índias ocidentais francesas (Martinica e Guadalupe); Índias ocidentais britânicas (Jamaica, Barbados, Guiana, Trinidad); Brasil; Venezuela; Austrália; Cuba; Puerto Rico; México; Bolívia; Rússia e Espanha.

Esta bebida alcoólica obtém-se por destilação, após a fermentação do sumo fermentado da cana-de-açúcar, xarope de cana ou melaço.

Quando se produz à base de sumo de cana, considera-se que o processo é agrícola. Sempre que são usados o xarope de açúcar e o melaço, o processo é considerado industrial.
As folhas são retiradas à cana-de-açúcar e esta é esmagada. Ao líquido obtido após a filtragem chama-se "Congeners" ou "Vesou".

Processo agrícola

A fermentação dura de 24 a 48 horas para o rum do tipo branco e pode durar algumas semanas no caso do tipo escuro.
Este processo consiste na adição de leveduras e água ao "Congeners".
A destilação faz-se num alambique de processo de fogo contínuo quando se trata de rum branco Dry ou Light e em Pot Still se for um rum escuro.
Dá-se o nome de "Grappe Blanche" ao líquido obtido pelo processo (Patent Still) fogo contínuo.

Processo industrial

O tempo de duração da fermentação é idêntico ao do processo agrícola. Nesta fermentação adiciona-se uma substância que é formada por resíduos que são sobras do alambique. Estes resíduos são semelhantes às leveduras que se usam nos Sour-Mash Whiskeys.
No processo industrial o rum tanto é destilado em Pot Still como em Patent Still. O sistema Pot Still usa-se quando se pretende fabricar rum com melhor qualidade. Pois, este processo permite reter as qualidades aromáticas do rum e ao mesmo tempo dá-lhe uma maior maciez.

Cor/coloração

O processo de coloração usado para o chamado "Rum Negro" consiste na adição de xarope de cana-de-açúcar queimado e caramelo ao espírito já destilado.

Mistura/Blendagem

Tal como os whiskeys, o rum também pode ser misturado com outros tipos, especialmente o rum negro, que inclui rum destilado em Pot Still e em Patent Still.

Envelhecimento

No envelhecimento do rum do tipo branco Light/Dry usam-se barris novos ou sem qualquer tratamento especial. Nos do tipo negro utilizam-se barris previamente queimados, chama-se a isto sistema jamaico.
O período de envelhecimento do rum varia entre três a cinco anos no caso dos brancos e de três a quinze anos no caso dos negros. No entanto, nenhuma lei obriga a que a idade do rum seja mencionada no rótulo.

Particularidades

- Ao rum destilado adiciona-se água lisa, para obter a graduação alcoólica pretendida.
- O rum feito de melaço é conhecido por rum industrial pelo facto de a grande maioria se obter a partir do melaço.
- O melaço obtém-se da seguinte forma: a cana-de- açúcar é cortada em pedaços e esmagada por
grandes rolos que lhe retiram o sumo. Os resíduos são esmagados uma segunda vez. O sumo
obtido é aquecido até chegar ao ponto de quase fervura e depois arrefecido. Este líquido (muito escuro) é tratado, sendo-lhe adicionado lime (sumo de lima) e novamente aquecido.

Depois de frio, o cristal formado pelo açúcar separa-se, restando o melaço que se utilizará no
fabrico do rum.
- A graduação alcoólica do rum oscila entre 40º a 55º graus.
- O rum Bacardi produzia-se em Cuba até Fidel Castro subir ao poder. A partir dessa altura passou
a produzir-se em Puerto Rico, sob a designação de Ronrico.

O Bacardi produz-se em imensos países sob licença.
- Há cerca de trezentos anos os oficiais da armada britânica distribuíam diariamente uma porção de
rum pela tripulação. Desta forma suportavam-se melhor as condições de vida a bordo.

O Grog foi instituído como uma bebida quase obrigatória a bordo, por ordem do almirante
Vernon, comandante chefe da armada britânica nas Índias ocidentais britânicas, em 1740.

Tipos de Rum

Rum ligeiramente encorpado: É seco e leve em aroma. Apresenta-se incolor na versão White Label e dourado escuro na Gold Label. Este tipo de rum é mais pesado e mais doce. Produz-se principalmente na Venezuela, Cuba, México e Puerto Rico.
Rum mais encorpado: É um rum escuro. Tem um bouquet acre, corpo e aroma. É originário da Jamaica, Demerara (Guiana Britânica), Martinica, Trinidad e Barbados.
Rum altamente aromático: Butativa Arak.
Na produção deste rum juntam-se bagos de arroz vermelho ao melaço.
Produz-se na Indonésia (área de Java) e é enviado para a Holanda e Suécia onde é engarrafado e utilizado no fabrico do famoso Ponche sueco.
Rum naval ou Navy Rum: O Navy Rum faz parte dos tipos mais encorpados, produz-se na Guiana e Trinidad. É misturado (blended) na ilha de l'Ortola (Ilhas Virgens Britânicas).

Este tipo de rum é o mais usado para fazer o famoso Grog, especialmente pelos chamados "Lobos do Mar".

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Bellini Cocktail

Mensagem  Fernando Moreira em Seg Mar 21, 2011 12:38 pm

Historia do Bellini Cocktail

O cocktail Bellini foi criado por volta dos anos 1934 e 1948 por Giuseppe Cipriani fundador do Harry’s Bar em Veneza, Itália. Por causa da sua cor rosada o que relembrava a Cipriani a cor das vestes do santo pintado por Giovanni Bellini por volta do século 15, Cipriani baptizou a sua bebida de Bellini, em sua honra. A bebida começou por ser uma bebida sazonal no Harry’s Bar cujo Cipriani era proprietário, por não falar que era a bebida preferida de Ernest Hemingway, Sinclair Lewis e Orson Welles. Mais tarde tornou-se muito popular nos bares nova-iorquinos, após um “entrepeneur” francês importar o purê de pêssego branco para os Estados Unidos, tornando-se assim uma bebida apreciada o ano inteiro.

Preparação

Passo 1: Mantem o flute champagne no frigorifico afim de ficar frio
Passo 2: ½ pêssego branco sem casca por porção num blender elétrico
Passo 3: Junta 1 framboesa ao blender
Passo 4: 10ml de vinho branco
Passo 5: 15ml de licor de pessego (Archers)
Passo 6: Acrescenta 3 partes de champagne
Passo 7: Liga o blender para triturar a preparação
Passo 8: Servir o Bellini no flute



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Re: Cocktails e Bebidas Preparadas

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