Outros distúrbios do comportamento alimentar

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Outros distúrbios do comportamento alimentar

Mensagem  Fernando Moreira em Seg Mar 16, 2009 3:22 pm

Os bulímicos utilizam métodos para se castigarem por terem comido e não tanto para perderem peso. Comem, ao contrário dos anorécticos, mas depois vomitam ou tomam laxantes para que os alimentos não sejam absorvidos.
Por ser demasiado radical na escolha de alimentos, compromete a saúde física e a mental, uma vez que as pessoas que praticam esse tipo de alimentação deixam também de conviver para poderem controlar completamente aquilo que comem.

Hoje de certa forma, vou abordar, embora de uma forma sucinta, distúrbios do comportamento alimentar. A anorexia nervosa e a bulimia, nomes já familiares à maioria das pessoas, bem como a drunkorexia e diabulimia, estas últimas que parece terem surgido recentemente e que não são completamente consensuais no vocabulário médico.

Drunkorexia
Drunkorexia (do inglês drunk, bêbado) refere-se aos jovens, sobretudo do sexo feminino, que tendo preocupações com o peso e em não engordar, deixam de comer para "compensarem" as calorias que ingerem através das bebidas. Através de tabelas ou de fórmulas de cálculo simples, conseguem determinar qual o valor calórico das bebidas alcoólicas que ingerem, para depois poderem descontar nos alimentos. Ou seja, quase não comem para poderem beber sem engordar.

Diabulimia
Diabulimia é um distúrbio do comportamento alimentar que afecta jovens com diabetes tipo 1, também chamada insulinodependente. Sabendo que têm que administrar insulina para que o corpo possa utilizar a energia dos alimentos, começam a não aplicar algumas injecções pois sabem que isso as fará perder peso e aproximar-se das (doentias) modelos. Se qualquer uma das situações anteriores já é grave, esta ainda mais, uma vez que a diabetes poderá progredir muito rapidamente com a degradação rápida da saúde e da qualidade de vida, pondo mesmo a vida em risco.

Anorexia
A anorexia é caracterizada por um excessivo medo de engordar que se mantém à medida que o peso vai diminuindo. Há uma enorme distorção da imagem corporal (no espelho vêem-se sempre gordas, mesmo quando estão pele e osso) e o peso é pelo menos 15% inferior ao normal.

É necessário estar alerta aos seguintes sinais e sintomas:
- Evita refeições com a família
- Grande perda de peso (mais de 15%) sem que tenha alguma doença física que o justifique
- Ausência de menstruação
- Cansaço
- Obstipação e dores abdominais
- Frio ou pele fria mesmo em tempo quente
- Prática intensiva de exercício físico

Bulimia
Os bulímicos utilizam métodos para se castigarem por terem comido e não tanto para perder peso. Comem, ao contrário dos anorécticos, mas depois vomitam ou tomam laxantes para que os alimentos não sejam absorvidos.

Sinais de alerta de uma possível bulimia:
- Vomitar com frequência ou desaparecer logo após as refeições
- Grandes oscilações de peso
- Cáries dentárias (provocadas pelo ácido do estômago quando vomitam)
- Desidratação
- Fadiga
- Obstipação e dores abdominais
- Ausência de menstruação ou períodos irregulares
- Prática intensiva de excercício físico
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Esclareça suas dúvidas sobre diabetes

Mensagem  Fernando Moreira em Qua Mar 25, 2009 4:04 pm

O diabetes melito é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue e alteração no metabolismo (funcionamento físico-químico dentro do organismo) das proteínas e gorduras. É uma doença crônica e tem um grande potencial de complicações. Entretanto, se for muito bem controlada durante toda a vida, as complicações são evitadas ou minimizadas e os diabéticos podem levar um vida normal.
É dividido em diabetes tipo 1 e 2. O tipo 1 geralmente aparece em crianças e indivíduos jovens, na maior parte das vezes magros, com predisposição genética para desenvolver a doença. É causado por um processo auto-imune (quando nós desenvolvemos substâncias - anticorpos "anormais" - que destroem estruturas nossas que são normais) que leva à destruição de uma parte das células do pâncreas, o órgão produtor de insulina. Ou seja, as doenças auto-imunes ocorrem quando o organismo reconhece como estranho um ou mais órgãos e produz anticorpos para "atacá-los". Isso seria um descontrole do sistema de defesa.
O diabetes tipo 2 é bem mais comum e geralmente se manifesta em indivíduos mais velhos (acima de 40 anos) e obesos. Ao contrário do tipo 1, inicialmente estas pessoas possuem insulina, entretanto existe um mecanismo que impede que a insulina funcione direito. Não é uma doença hereditária (genética), mas existe uma alta associação familiar, maior que a do tipo 1, indicando predisposição genética. Os outros tipos de diabetes são o gestacional, isto é, aquele que é diagnosticado durante a gestação, e o diabetes relacionado ao uso de certos medicamentos, como corticóides, ou associado a doenças endócrinas, como por exemplo, acromegalia, hipertireoidismo, síndrome de cushing, ou doenças pancreáticas como a pancreatite e o câncer de pâncreas.

Sintomas do diabetes

O diabetes tipo 2 pode levar até dez anos para ser diagnosticado, pois o paciente, na maioria das vezes, permanece sem sintomas por muito tempo, e quando estes aparecem, podem demorar um longo período para incomodar o indivíduo e fazê-lo procurar o médico. No diabetes tipo 1 o surgimento da doença é mais agudo, isto é, os sinais são mais intensos, decorrentes da hiperglicemia causada pela rápida destruição das células produtoras de insulina.
Os principais sintomas do diabetes descontrolado são sede excessiva, aumento do apetite acompanhado de emagrecimento exagerado e aumento do volume e freqüência urinária, além de boca seca. Também é muito comum a pessoa dizer que acorda várias vezes durante a noite para urinar.

Como o médico diagnostica?

O exame ideal para diagnosticar o diabetes é o de glicemia, que mede as taxas de açúcar no sangue. Caso a pessoa tenha os sintomas de descontrole da doença, o teste não precisa ser feito em jejum, e se a glicemia for maior que 200 mg/dl o diagnóstico estará confirmado. Em pacientes sem sintomas, o diagnóstico é dado com duas glicemias de jejum (8 à 12 horas de jejum) maiores do que 126 mg/dl. Entretanto, a avaliação dos resultados das glicemias só pode ser feita pelo médico que está acompanhando o caso, pois alguns resultados que aparentemente indicariam que a pessoa é diabética podem não significar exatamente isto.

Complicações agudas

O bom controle da doença é a melhor forma de evitar as complicações de hiperglicemia (aumento da glicose) ou hipoglicemia (queda da glicose). Isto inclui, além do uso correto da medicação (insulina ou outros remédios), alimentação adequada, prática correta de atividades físicas, e, principalmente, saber identificar precocemente os sintomas de descompensação (quando a glicose está alta ou está baixa). Quando os níveis de glicose estão muito altos em pacientes com diabetes tipo 1, há risco de desenvolvimento de cetoacidose diabética, complicação grave que exige tratamento hospitalar, podendo levar ao coma. Os sintomas são os mesmos descritos anteriormente, associados também a vômitos, desidratação e mal estar geral.
No caso do diabetes tipo 2 também podem ocorrer complicações. Na maioria das vezes as pessoas desenvolvem o coma hiperosmolar, que é muito semelhante à cetoacidose em relação aos sintomas e tratamento. As principais diferenças são a hiperglicemia e desidratação, que tendem a ser mais intensas nas pessoas com o tipo 2. A hipoglicemia ocorre quando os níveis de glicemia diminuem muito ou de forma muito rápida. Os principais sintomas são tremor, tonteira, taquicardia, sudorese, sensação de fome e fraqueza. O tratamento deve ser a ingestão imediata de açúcar ou alimentos doces, como bala, biscoito, chocolate e outros.

Complicações crônicas

O diabetes é uma doença que se não for bem controlada pode produzir, ao longo dos anos, complicações graves e potencialmente fatais, como infarto do miocárdio, cegueira, impotência, derrame (acidente vascular cerebral), doença renal (nefropatia), úlcera nas pernas, e até mesmo amputação de membros. A única forma de evitar o desenvolvimento destas complicações é manter sempre um controle adequado da doença. Atualmente o diabetes é a principal causa de cegueira entre pessoas de 20 a 74 anos. Sabe-se ainda que os diabéticos têm duas vezes mais chances de desenvolver infarto do miocárdio e derrame, 17 vezes mais chances de desenvolver nefropatia, e 40 vezes mais chances de sofrer amputações.

Formas de prevenção

Infelizmente ainda não se descobriu uma forma para evitar o aparecimento do diabetes tipo 1. Já em relação ao diabetes tipo 2, como ele está associado na maioria das vezes à obesidade; a manutenção do peso ideal, dieta adequada evitando a ingestão excessiva de açúcar e gorduras, e prática de atividade física regular, podem prevenir ou retardar o aparecimento da doença.

Como proceder quando se descobre que está diabético?


A pessoa diabética deve procurar orientação médica imediatamente para obter um controle ideal da doença. Se for o diabete tipo 2, deve iniciar logo que possível uma avaliação clínica e laboratorial para as possíveis complicações crônicas (nefropatia, retinopatia). Todo diabético bem controlado deve fazer pelo menos dosagem de glicemia e hemoglobina glicosilada (que reflete o controle glicêmico dos últimos três meses) no mínimo três vezes por ano. Este intervalo deverá ser menor em pacientes descontrolados.
É verdade que os diabéticos e seus familiares sempre se deparam com uma realidade inexorável: a de que o diabetes é uma condição crônica e irá acompanhar o diabético e o resto da família por todos os seus dias.
Saber que é diabético desde pequeno e compreender que do controle da glicemia depende sua qualidade de vida é difícil e penoso. Para os pais existe um período de aceitação a esta dura realidade, o que é absolutamente compreensível ("como dói ver meu filho ser o único em sua classe sem comer doces e balas") . Por outro lado, a descoberta do diabetes em pessoas com mais idade é igualmente complicado, pois seu controle interfere em hábitos alimentares adquiridos.
Parece que uma das maiores benesses que se pode obter é aceitar esta condição de cronicidade. Se sou diabético ou se meu filho é diabético, meu maior trunfo é aceitar isto ao invés de procurar curas milagrosas para algo impossível. Desde pequeno, saber controlar a glicemia, lidar com seringas, insulina, dietas, outros remédios e restrições é tarefa que envolve trabalho, investimento e força de vontade. A experiência de diabéticos e médicos mostra que a troca de informações entre os pacientes e os grupos de discussão ajudam individualmente não só em termos de informação, mas principalmente no suporte psicológico.
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O que podem causar das gorduras hidrogenadas (ou gorduras trans)

Mensagem  Fernando Moreira em Qua Maio 06, 2009 2:12 am

Além dos muitos malefícios para a saúde cardiovascular, as gorduras hidrogenadas (ou gorduras trans) podem também aumentar os riscos de morte fetal durante a gravidez, segundo um estudo publicado na revista "Fertility and Sterility".

O estudo, liderado por Charles J. Glueck, do Jewish Hospital Cholesterol Center in Cincinnati, Ohio, avaliou 104 mulheres que tiveram pelo menos uma gravidez durante 25 a 30 anos de acompanhamento. Foi verificado que a taxa de perda do feto aumenta de 30% em mulheres com menor consumo de gordura trans (2,2% do total de calorias) para 52% em mulheres com maior ingestão dessas gorduras (47% do total de calorias).

Essa associação foi independente de massa corporal, níveis de glicose, além de outros factores potencialmente associados ao risco de perda fetal.
Alguns estudos indicam que uma dieta rica em gorduras hidrogenadas poderia aumentar a resistência à insulina, conduzindo a uma maior actividade do inibidor do activador do plasminogénio, que está associado à perda fetal.

De acordo com os investigadores são necessários estudos complementares para confirmar a ligação entre a perda fetal e a ingestão destas gorduras, mas, entretanto, aconselham as mulheres limitar a ingestão de gorduras trans durante a gravidez.

A gordura trans encontra-se sobretudo na comida tipo fast food, na comida pré-confeccionada, batatas fritas e alimentos folhados, bolachas, margarinas e cremes de barrar, molhos para saladas, bolos industriais, pipocas para confeccionar no microondas e outros. Estudos clínicos comprovaram que a esta gordura provoca um aumento dos níveis do "mau-colesterol" (LDL) e uma redução dos níveis de "bom-colesterol" (HDL).

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